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Vacinas contra Covid-19: quais estão em teste, diferenças e prazos

21 de dezembro de 2020
Vacinas contra Covid-19 quais estão em teste, diferenças e prazos

A pandemia que estamos vivendo é considerada a crise sanitária mais séria do mundo em mais de 100 anos, registrando mais de 1.350.000 mortos e 56 milhões de casos de covid-19.

A vacinação reduz significativamente a probabilidade de diversas doenças, no caso do combate ao covid-19, a expectativa é alta por métodos eficazes. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 vacinas estão em desenvolvimento.

Para que uma vacina chegue ao estágio mais avançado é preciso passar por diversos testes e apresentar resultados positivos. O grau de eficácia é verificado por estudos abrangentes tendo como fator decisivo o nível de concentração de anticorpos desenvolvida nos pacientes.

Acompanhe a leitura e fique por dentro das informações sobre as vacinas que estão em teste, diferenças e prazos.

As vacinas em teste no Brasil

Em alguns países do mundo, como Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Rússia, China e Arábia Saudita, o processo de imunização já foi iniciado com as vacinas Pfizer/BioNTech e Sputinik V.

No Brasil, há expectativa de parcerias com duas vacinas. Entre elas, a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan juntamente com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a que está em etapa mais avançada, apresentando resultados das fases 1 e 2 que apontam para 97% de impacto positivo na produção de anticorpos. 

Os testes realizados com 9.000 voluntários no país mostraram que 35% dos voluntários tiveram algum tipo de efeito colateral leve, como dor no local da aplicação, e não houve reações de grau 3, considerados os mais graves.

A fase 3 dos estudos realizada pelo Butantan conta com 13 mil profissionais de saúde voluntários com idades entre 18 e 59 anos. Caso os dados indiquem resultados eficientes, o Instituto Butantan enviará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de aprovação para uso emergencial no mesmo dia.

A segunda vacina de covid-19 em teste no Brasil é produzida pela farmacêutica Astrazeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os resultados foram positivos nas fases 1 e 2  e aguarda-se mais testagem para a etapa final.

Ambas vacinas poderão ser produzidas no Brasil. As demais,  como as das norte-americanas Moderna e Pfizer, que estão sendo aplicadas em outros países, possuem alto nível de eficácia, no entanto, ainda não há estimativa de distribuição para os brasileiros.

Diferenças nos processos

CornonaVac

A Coronavac basea-se no vírus (SARS-CoV-2) inativado. Os testes foram feitos inicialmente com primatas não-humanos contra o SARS-CoV-2 e demonstraram resultados positivos. 

Nos estudos clínicos de fase 1 e 2, a maioria das reações adversas foi considerada como leve e mostrou boa imunogenicidade com cerca de 92,4% de soroconversão quando aplicada em 2 doses e 97,4% no esquema do Dia 0-28.

Os estudos clínicos da fase 3 iniciaram em julho no Brasil e, logo em seguida, na Indonésia e Turquia. Os resultados ainda não foram divulgados, mas há a expectativa de que aconteça no início de dezembro.

Na China, esta vacina já foi aprovada para uso emergencial direcionada para pessoas em empregos de risco, como profissionais da área da saúde e funcionários públicos.

A Sinovac se prepara para fabricar a vacina para distribuição global, chegando a um acordo para fornecer à Indonésia pelo menos 40 milhões de doses até março de 2021. No Brasil, o prazo para vacina chegar aos Estados depende de aval da agência e de quando houver imunizantes nos estoques da pasta. 

AstraZeneca/Oxford

Baseada em adenovírus (ChAdOx1), os estudos pré-clínicos foram realizados em camundongos e mostraram uma resposta humoral robusta e mediada por células. Os testes também apresentaram dados semelhantes em primatas não-humanos. Como resultado, houve uma neutralização viral.

A vacina iniciou os testes de Fase 2 e 3 na Inglaterra e na Índia, estendendo-se para o Brasil, África do Sul e nos Estados Unidos.

No dia 6 de setembro, a AstraZeneca interrompeu os testes globais para investigar um participante que desenvolveu uma forma de inflamação chamada mielite transversa. No entanto, a empresa responsável divulgou nota relatando que o evento não está associado à reação da vacina.

Covax

A Covax é parte do Access to COVID-19 Tools (ACT) Accelerator. Trata-se de um consórcio mundial que visa impulsionar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, co-liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em setembro, o Brasil se juntou oficialmente à iniciativa, após duas medidas provisórias com a liberação de R$ 2,5 bilhões para que o Brasil integre o Covax.

Plano de vacinação no Brasil

O governo brasileiro lançou na quarta(16/12) o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra o Covid-19 que será dividido em 4 fases:

  • Fase 1: Grupo prioritário formado por trabalhadores da saúde, pessoas de 80 anos ou mais, indígenas com idade acima de 75 anos.
  • Fase 2: Pessoas de 75 a 79 anos, 65 a 69 anos, 60 a 64 anos.
  • Fase 3: Com a meta de vacinar 12,66 milhões de pessoas, o foco são os acima de 18 anos que tenham algumas comorbidades: hipertensão, diabetes, doença pulmonar, cardiovascular, entre outras.
  • Fase 4: Professores do nível básico ao superior, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

Segundo o Ministério da Saúde, a definição de uma data para iniciar a vacinação depende da aprovação do registro das vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Até o momento, dezembro de 2020, nenhuma empresa, incluindo as que estão em fases finais de testes, solicitou registro à agência. A estimativa do governo é que o país conte com 300 milhões de doses de vacinas ao longo de 2021.

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